O Teatro Municipal de Ariquemes, que seria uma das maiores e mais modernas obras de Ariquemes é fruto de um convênio da Prefeitura de Ariquemes com a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), através do Ministério de Integração Nacional, assinado ainda no ano de 2005 pelo então prefeito Confúcio Moura, no valor de R$ 4.677.168,77.
De acordo com a placa, já gasta que resiste no local, o início da obra foi no dia 27 de junho de 2006 e a previsão para o término era três anos depois, em 25 de maio de 2009. Passados quase sete anos do início da construção, o dinheiro praticamente acabou, as obras estão paralisadas há um ano, à espera de um aditivo do contrato e adequação ao projeto original.
Com a estrutura toda erguida e coberta, falta agora ao teatro os investimentos considerados mais caros, que são acabamento, tratamento acústico, parte elétrica e climatização.
A adequação procurada ao projeto se dá pela necessidade da construção de um camarote para autoridades, não previsto no projeto inicial e alguns outros detalhes que tornariam a obra mais moderna, comparada a outros teatros do Brasil.
A capacidade daquele que seria o espaço cultural referência para a região Norte é para 520 pessoas, confortavelmente sentadas.
Desde que a obra foi paralisada, o local se tornou ponto de encontro de mendigos e usuários de drogas. Localizada no cruzamento das duas principais Avenidas de Ariquemes, Canaã com Tancredo Neves, o prédio do Teatro Municipal tem sido um dos principais pontos de críticas e gerado dor de cabeça, tanto para a administração municipal, quanto para o governo do estado, que prometeu ajuda para a sua conclusão.
A Polícia Militar constantemente é chamada para atender ocorrências no local. Na semana passada, um homem foi flagrado roubando canos da obra. Fios elétricos, materiais de construção e ferramentas também já foram levados do local, que não tem nenhum tipo de segurança ou vigilância.
De acordo com o diretor do núcleo de engenharia (Nucex) da prefeitura de Ariquemes, Ricardo Salles, a pedido do governador, um engenheiro do Departamento de Obras e Serviços Públicos do Estado (Deosp) esteve em Ariquemes na semana passada fazendo um diagnóstico da situação estrutural do prédio para apontar o que já foi construído até aqui e o que ainda precisa ser feito para a conclusão da obra, para poder saber a realidade de quanto ainda precisará ser gasto para a concussão da obra.
Ainda não se sabe de onde virão os recursos para o término da obra. O governo do Estado já se dispôs em investir para a conclusão e a prefeitura municipal também deve arcar com alguma contrapartida.
Como se trata de uma obra em parceria com o Ministério das Cidades, o governo federal também deve aportar mais recursos ao projeto.
Entretanto, ainda precisa ser levantado o montante necessário para sequência da obra e toda a tramitação burocrática necessária para a liberação dos recursos para depois reiniciar a obra.
Na manhã de ontem, um único operário trabalhava no prédio, desmontando algumas caixarias de madeira do concreto aplicado no ano passado.
A previsão do diretor do Nucex da prefeitura de Ariquemes é de que as obras sejam reiniciadas no segundo semestre de 2013, mas não existe nenhuma garantia nisso, o que inviabiliza qualquer prognóstico para conclusão da obra.
Para o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Raimundo Melo, a conclusão do Teatro Municipal tem papel fundamental para a promoção da Cultura de Ariquemes e de todos os municípios da região do Vale do Jamari. “Esta demora prejudica muito a estrutura do próprio prédio, que vai se deteriorando e o atraso na conclusão prejudica a toda a comunidade.
Lamentamos esta demora e ficamos na expectativa que que ele seja concluído e entregue para a comunidade poder usufruir de um espaço para pequenos e grandes espetáculos”, pontuou o presidente Raimundo Melo.
Fotos: Roberto Bergmann
Contribuição: Diario da amazonia- http://diariodaamazonia.com.br/.


O povo tem o que vota....
ResponderExcluirque vergonha..
como artista em ariquemes...
sei como a cultura é levada aki...
Parabens PMDB