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domingo, 17 de março de 2013

Elefante Branco.

“Uma obra interminável, um elefante branco ou dinheiro jogado fora”. São esses os adjetivos com que grande parte da população de Ariquemes se refere ao prédio inconcluso do Teatro Municipal, cujas obras estão paradas desde meados de 2012 para ajuste do projeto e aditivo de recursos.

O Teatro Municipal de Ariquemes, que seria uma das maiores e mais modernas obras de Ariquemes é fruto de um convênio da Prefeitura de Ariquemes com a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), através do Ministério de Integração Nacional, assinado ainda no ano de 2005 pelo então prefeito Confúcio Moura, no valor de R$ 4.677.168,77. 

De acordo com a placa, já gasta que resiste no local, o início da obra foi no dia 27 de junho de 2006 e a previsão para o término era três anos depois, em 25 de maio de 2009. Passados quase sete anos do início da construção, o dinheiro praticamente acabou, as obras estão paralisadas há um ano, à espera de um aditivo do contrato e adequação ao projeto original. 

Com a estrutura toda erguida e coberta, falta agora ao teatro os investimentos considerados mais caros, que são acabamento, tratamento acústico, parte elétrica e climatização.

A adequação procurada ao projeto se dá pela necessidade da construção de um camarote para autoridades, não previsto no projeto inicial e alguns outros detalhes que tornariam a obra mais moderna, comparada a outros teatros do Brasil.

 A capacidade daquele que seria o espaço cultural referência para a região Norte é para 520 pessoas, confortavelmente sentadas.

Desde que a obra foi paralisada, o local se tornou ponto de encontro de mendigos e usuários de drogas. Localizada no cruzamento das duas principais Avenidas de Ariquemes, Canaã com Tancredo Neves, o prédio do Teatro Municipal tem sido um dos principais pontos de críticas e gerado dor de cabeça, tanto para a administração municipal, quanto para o governo do estado, que prometeu ajuda para a sua conclusão.

 A Polícia Militar constantemente é chamada para atender ocorrências no local. Na semana passada, um homem foi flagrado roubando canos da obra. Fios elétricos, materiais de construção e ferramentas também já foram levados do local, que não tem nenhum tipo de segurança ou vigilância.

De acordo com o diretor do núcleo de engenharia (Nucex) da prefeitura de Ariquemes, Ricardo Salles, a pedido do governador, um engenheiro do Departamento de Obras e Serviços Públicos do Estado (Deosp) esteve em Ariquemes na semana passada fazendo um diagnóstico da situação estrutural do prédio para apontar o que já foi construído até aqui e o que ainda precisa ser feito para a conclusão da obra, para poder saber a realidade de quanto ainda precisará ser gasto para a concussão da obra.

Ainda não se sabe de onde virão os recursos para o término da obra. O governo do Estado já se dispôs em investir para a conclusão e a prefeitura municipal também deve arcar com alguma contrapartida. 

Como se trata de uma obra em parceria com o Ministério das Cidades, o governo federal também deve aportar mais recursos ao projeto. 

Entretanto, ainda precisa ser levantado o montante necessário para sequência da obra e toda a tramitação burocrática necessária para a liberação dos recursos para depois reiniciar a obra.

 Na manhã de ontem, um único operário trabalhava no prédio, desmontando algumas caixarias de madeira do concreto aplicado no ano passado.
A previsão do diretor do Nucex da prefeitura de Ariquemes é de que as obras sejam reiniciadas no segundo semestre de 2013, mas não existe nenhuma garantia nisso, o que inviabiliza qualquer prognóstico para conclusão da obra. 

Para o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Raimundo Melo, a conclusão do Teatro Municipal tem papel fundamental para a promoção da Cultura de Ariquemes e de todos os municípios da região do Vale do Jamari. “Esta demora prejudica muito a estrutura do próprio prédio, que vai se deteriorando e o atraso na conclusão prejudica a toda a comunidade. 

Lamentamos esta demora e ficamos na expectativa que que ele seja concluído e entregue para a comunidade poder usufruir de um espaço para pequenos e grandes espetáculos”, pontuou o presidente Raimundo Melo.
                                         
                                                                               Fotos: Roberto Bergmann

Contribuição: Diario da amazonia- http://diariodaamazonia.com.br/.

Um comentário:

  1. O povo tem o que vota....

    que vergonha..
    como artista em ariquemes...
    sei como a cultura é levada aki...

    Parabens PMDB

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